5 Mitos sobre o Transtorno de Personalidade Borderline

Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) incluem impulsividade, medo do abandono, relacionamentos tempestuosos, mudanças de humor intensas, auto-mutilação e comportamento suicida, auto-imagem distorcida e pensamentos paranóicos.

Estes sintomas podem fazer a vida diária incrivelmente difícil, exacerbada pelo fato que o Transtorno de Personalidade Borderline carrega estigmas e mitos que fazem com que aqueles diagnosticados com o TPB se sintam sozinhos e incompreendidos.

A consciência sobre o TPB está crescendo através do aumento de estudos e organizações como a National Education Alliance for Borderline Personality Disorder* (NEA.BPD), mas alguns mitos sobre o transtorno ainda permanecem. Durante o mês nacional da consciência TPB (nos EUA), aprenda sobre alguns dos mitos comuns sobre o transtorno e a verdade por trás deles.

1. As pessoas com TPB são intoleráveis.

As pessoas com o Transtorno de Personalidade Borderline são frequentemente tidas como sendo destrutivas, imprevisíveis, manipuladoras - basicamente difíceis demais para se estar por perto. Embora possa ser difícil manter relacionamentos com borders, tenha em mente que eles estão sofrendo por sintomas que podem fazer com que seja difícil suprir suas necessidades.

“É importante que os outros reconheçam que as pessoas com o TPB estão sofrendo genuinamente." diz a Dra. Marsha Linehan, criadora da Terapia Dialética Comportamental, em um artigo do New York Times. "Eles vivem em uma dor excruciante que é quase sempre minimizada pelos outros e atribuída a maus motivos."

Porém, com tratamento, aqueles com TPB podem conseguir as ferramentas necessárias para lidarem melhor com suas emoções e comportamentos. Familiares e parceiros também podem participar de grupos de apoio e aulas que os ajudam a aprender a se comunicar melhor com alguém que tem o transtorno.

2. Somente as mulheres tem o TPB

Embora mais ou menos 70% das pessoas diagnosticadas com o Transtorno de Personalidade Borderline sejam mulheres, os homens também são afetados. Alguns experts acreditam que o TPB é pouco diagnosticado em homens porque as mulheres estão mais propensas a procurar ajuda profissional para seus sintomas.

Porém os homens também podem a sofrer os sintomas do TPB, mesmo que não tão abertos para falar sobre isso.

3. As pessoas com TPB só querem chamar atenção.

Muitas pessoas com o Transtorno de Personalidade Borderline tem comportamentos prejudiciais, como o cutting**. Isso é frequentemente mal-interpretado como uma forma de obter atenção quando, na verdade, é muitas vezes uma forma de se auto-acalmar e regular as emoções. Muitos que se cortam o fazem em lugares que possam ser escondidos facilmente, como no topo da coxa ou nos braços onde podem esconder com as mangas.

Esta percepção equivocada coincide com outro mito: que os borders que tentam suicídio na verdade não querem morrer. Na realidade, o TPB tem a maior taxa de ocorrência de suicídios. As estatísticas mostram que 10% das pessoas com o TPB tiram suas vidas.

Se você tem alguém que ama com TPB que tem comportamentos de auto-mutilação ou suicidas, saiba que isso não é uma maneira de chamar atenção. É uma forma para eles lidarem com a dor que estão experimentando e eles precisarão de tratamento adequado para ajudá-los a encontrar jeitos mais saudáveis de lidar com isso.

4. O Transtorno de Personalidade Borderline é raro.

O TPB é mais predominante do que se pensa. De acordo com o National Institute of Mental Health***(NIMH), o transtorno aflige a 2% da população em geral. O Transtorno de Personalidade Borderline é na realidade mais comum que a esquizofrenia e o Transtorno Bipolar combinados.

5. O Transtorno de Personalidade Borderline não tem tratamento

Esse é talvez o mito mais perigoso, pois destrói a esperança e a motivação em procurar tratamento para o TPB. Procurar ajuda é o primeiro passo para a recuperação dos sintomas paralisantes do TPB. Um centro de tratamento vai oferecer opções e projetar um programa que caiba na sua vida e que funcione pra você.

* Aliança de Educação Nacional para o Transtorno de Personalidade Borderline.
** Ato de se cortar
*** Instituto Nacional Da Saúde Mental

(tradução livre do artigo "5 Myths about Borderline Personality Disorder", do site Borderline Personality Treatment)

- Este é o mês da consciência TPB nos Estados Unidos. Existe uma noção tão consolidada do que é ser Borderline que já existem MITOS sobre o transtorno. MITOS! As pessoas sabem o que é! Sabem de tal forma que já há até uma noção equivocada sobre o assunto. Existem Centros de Tratamento para pacientes com o TPB. Existe gente que sabe o que é a Terapia Dialética Comportamental. Você sabe o que é? Eu não sei, ainda não parei para estudar a respeito. Duvido que minha psicóloga saiba (nada pessoal contra ela, amo, beijos pra ela que é minha salvadora). 
Quantas pessoas, agora mesmo enquanto eu escrevo este post, estão se cortando, pensando em se matar, brigando com namorados/maridos por insegurança, achando que são loucas e que a culpa é só delas, que não devem ter ninguém na vida, como eu penso hoje (e olha que estou em tratamento!)? Quantas escutaram, como eu escutei, que são manipuladoras, dramáticas, que adoram se fazer de vítimas? Que são perigosas ao ponto dos companheiros não quererem entrar na casa delas para pegarem seus pertences por medo delas fazerem algo impensado?
Escutam isso e choram, se achando ETs, se achando incapazes, inúteis, malucas... Quantas não estão pegando agora a gilete e fazendo o corte fatal porque não aguentam mais o vazio?
E muito disso poderia ser evitado se houvesse informação. Se o TPB fosse tão conhecido como a Bipolaridade (bipolares, eu sei que isso não é vantagem, porque acaba todo mundo se dizendo bipolar), TOC, TDAH, quem sabe pelo menos se fosse aventada a hipótese "ah, pode ser que ela/ele seja border", quantas vidas não poderiam ser mudadas?
Falo por mim: a minha teria sido, com certeza.

Por isso ainda insisto em passar a informação aqui no borderline-girl. Eu vejo as visitas e penso em quantas pessoas estão por aí tentando se entender. Se eu ficar bem, será esta uma bandeira que vou carregar. A da informação.

Fonte: http://borderline-girl.blogspot.com.br/2013/05/5-mitos-sobre-o-transtorno-de.html

2 comentários:

  1. Perfeito o teu texto! Até hoje, ningu´dm da minha família entende, aceita, apoia. Sou manipuladora, sou má, faço isso pra torturar minha mãe (quantas vezes já não ouvi isso). Por que me dói??? Ninguém nem pensou nessa hipótese!

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